Meu sangue é tão vermelho,
Tão tinto,
Tão vivo,
Tão morto.
Ele escapa do meu corpo,
Mesmo não sangrar uma gota sequer.
Ele simplesmente saí.
Escorre.
Meu sangue está em um cálice,
Olho meu reflexo nele,
Enxergo algo meio embaçado,
O sangue vira água.
A mais doce e pura água,
E não encontro mais meu reflexo.
Está tudo embaçado novamente,
Entro em transe,
Vejo o futuro,
Mas no fim, não lembro de nada,
E ninguém estava presente,
Estava somente eu,
Ninguém sabe o que eu vi.
O único fragmento que lembro foi:
A destruição!
E fica a pergunta, destruição de que?
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